Fiagril: Valor agregado
Com o objetivo de agregar valor à produção primária local, o grupo investiu R$ 37 milhões na construção da usina, que teve início em dezembro de 2006. Cerca de 80% dos recursos necessários foram financiados com o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A previsão é de que, no início, a usina empregue 50 pessoas. Uma equipe nada pequena, já que, segundo Flores, o sistema é totalmente automatizado.
A partir de 1º de janeiro de 2008, entra em vigor a obrigatoriedade da adição de 2% de biodiesel, o chamado B2, ao diesel de petróleo vendido no Brasil. Em 2013, esse percentual deve chegar a 5%, mas o grupo com sede em Lucas do Rio Verde tem sonhos mais altos. “Torcemos para que o governo passe logo para o B10, ou seja, chegue à mistura de 10% de biodiesel ao óleo diesel”, diz Francisco Flores.
A usina da Fiagril começa a funcionar com a capacidade de produção em torno de 120 milhões de litros de biodiesel por ano, podendo alcançar até 135 milhões de litros anuais. Em um primeiro momento, a Fiagril pretende vender a produção para a Petrobras, mas os planos futuros incluem a comercialização também para produtores rurais da região.
Cuidado ambiental
A tecnologia utilizada na fábrica está sendo instalada pela primeira vez no país e foi desenvolvida e patenteada pela Westfalia Separator do Brasil (WS), empresa que pertence ao grupo alemão GEA. A unidade vai trabalhar com o sistema conhecido como Neutralização Alcóolica, que não gera resíduos indesejáveis na produção de biodiesel, como a borra - que reduz o rendimento do produto final - e a água de lavagem - que precisa de tratamento especial para não ser poluente. “Escolhemos o método mais amigável ao meio ambiente”, diz Francisco Flores.
Segundo a direção da Fiagril, a opção pela planta ocorreu pelo fato de o processo de produção ser realizado por meio da separação de biodiesel e glicerina por centrífugas, o que permite uma operação ágil e eficiente, com um controle de qualidade mais rigoroso. Além disso, a usina possui um sistema integrado chamado CIP (Cleaning in Place, na sigla em inglês), que dispensa que o equipamento seja desmontado na hora da limpeza.