Rumo ao B5
Mesmo com tantas barreiras a serem vencidas, muitos empresários do setor acreditam que o Brasil já tem estrutura para adiantar a meta prevista para o B5 e passar a misturar 5% de biodiesel ao diesel de petróleo a partir de 2010 – três anos antes da data anunciada, que é 2013.
"Eu não tenho dúvidas de que o B5 será adotado antes do previsto, pois já temos capacidade para isso”, diz Odacir Klein, da Ubrabio. “Queremos, inclusive, convencer o governo de que em 2008 já poderemos oferecer a quantidade necessária para a mistura de 3% de biodiesel”.
Caso o Brasil trilhe o caminho anunciado pelos otimistas, o pulo deve ser ainda maior, fazendo com que os agricultores alcancem o mercado externo. Para chegar lá, no entanto, teremos um desafio pela frente – adequar a produção às normas européias e norte-americanas.
Gonzalo Terracini diz que exportar é possível, mas defende que antes o biodiesel se consolide na matriz energética brasileira, melhorando os canais de produção e distribuição. Depois disso, o caminho para os brasileiros, segundo ele, está aberto. “As exportações do combustível serão uma conseqüência natural da maturação da cadeia produtiva do biodiesel”, diz. “O Brasil, com sua extensão territorial, é considerado um dos países mais bem preparados para explorar a biomassa para fins energéticos”, anima-se.
Basta agora torcer para que o país faça a lição de casa e entre em 2008 com o pé direito.