Exportando tecnologia
Exportando Tecnologia Expedito Parente Junior é engenheiro químico e diretor da Tecnologias Bioenergéticas, a TecBio, empresa cearense que desenvolve equipamentos para a fabricação de combustível a partir da transesterificação, pelas rotas etílica e metílica. Com seis anos de vida, a TecBio aumentou a produção, desenvolveu tecnologia e gerou empregos a partir do biodiesel. Depois de vencer esses desafios, Expedito Junior quer agora mostrar o conhecimento brasileiro na área a outros países. “Estamos na contramão do que se faz normalmente no Brasil”, diz. “Nosso passo atual é a exportação de tecnologia”.
Expedito Junior acredita que o desafio será vencido e tem motivo para tanta convicção: a história da família. O pai dele, Expedito Parente, foi o primeiro pesquisador do mundo a ter uma patente concedida na área de biodiesel, lá em 1980. Mais de 20 anos depois, a patente já expirou, mas o legado não. A TecBio, fruto da família, continua investindo no desenvolvimento de novas tecnologias.
Reconhecida no mercado nacional, a TecBio despertou o interesse da espanhola Tomsa Destil – especialista em plantas industriais para produção de álcool. De acordo com Expedito Junior, a empresa já licenciou a tecnologia. A TecBio negocia também neste momento parceiras nos Estados Unidos e em países da América do Sul.
Na visão de Expedito Junior, o crescimento da empresa se explica pelo processo adotado, bastante flexível. “Nossas plantas transformam em biodiesel qualquer matéria graxa com baixo índice de acidez e triglicerídios”, explica. “Primamos pela integração dos processos, por recuperação energética, baixo consumo de insumos químicos e industriais”. Por este motivo, a tecnologia foi premiada em 2005 pela Unido – United Nations Industrial Development Organizations – organização ligada à ONU.
A empresa brasileira continua a prospectar negócios fora do país. A TecBio começa agora negociações com a NASA – Agência Espacial Americana – e a Boeing, para o desenvolvimento e teste do bioquerosene.
No Brasil
As plantas industriais desenvolvidas pela TecBio têm capacidade de produção de 60 mil a 300 mil litros diários de biocombustível. Mas existe a alternativa das unidades compactas, que têm capacidade de produção a partir da conversão de qualquer óleo vegetal e gordura animal fabricado pela empresa parceira Tecnoforma. “A idéia é produzir combustível a baixo custo e em regiões isoladas, já que as dimensões da unidade permitem que ela seja transportada por caminhão”, explica Expedito Junior.
O público-alvo são cooperativas
agrícolas, prefeituras e fazendas
que fazem uso intenso de equipamentos
agrícolas e necessitam de
combustível. Atualmente, há unidades
em Varginha (MG), Guaribas
(PI), na Universidade Federal
de Mato Grosso, em Cuiabá, entre
muitas outras.