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Embora hoje o trabalho da Bioverde seja exclusivamente de transformação da matéria-prima em biocombustível – “na usina em Taubaté só entra o óleo processado” – Pereira Junior, como gerente de projetos, está à frente de uma série de possíveis braços de atuação da empresa.

Uma das possíveis frentes é o Núcleo de Agronegócios, que está prestes a iniciar seus trabalhos. Por meio dele, a empresa incentivará a formação de cooperativas rurais para a produção de novas oleaginosas para serem usadas como matéria- prima. “Pensamos em implantar o programa em um raio de até 200 quilômetros de Taubaté”, explica Pereira Junior. “Pode ser nos estados de São Paulo, Minas Gerais ou Rio de Janeiro”, arremata.

A empresa pensa também em fomentar cooperativas para o reaproveitamento de óleo residual, como o óleo de cozinha reciclado. “É possível que financiemos projetos envolvendo pinhão manso, mas ainda estamos estudando para ver se o cultivo é viável na região”, afirma Pereira Junior.

Outra opção é investir em estudos e pesquisas de novas oleaginosas originárias da Mata Atlântica e que poderiam ser cultivadas facilmente na região do Vale do Paraíba, onde está localizada a cidade de Taubaté, em São Paulo.

O apoio e aproximação da empresa com pesquisas desenvolvidas em universidades ainda é tímido. Existe, mas não formalmente. A intenção da Bioverde, porém, prevê firmar parcerias com instituições de pesquisa da região.

A capacidade da usina da Bioverde hoje é de 85 milhões de litros por ano. A meta é, em mais um ano, chegar a 200 milhões. Com o volume, poderia ficar complicado manter o Selo Combustível Social. Mas a empresa está preparada: “Para este ano não há problema, pois estamos adequados às normas exigidas. Ao chegar aos 200 milhões de litros já estaremos com nosso Núcleo de Agronegócios bem estruturado para atender às normas do Selo Combustível Social”.